O Mistério do Orelhão e eu na Campus Party 2011

30 de janeiro de 2011
Nando Pax

Marcando presença desde 2008. Foto por Felipe Maia publicada na Folha

Estive em todas as edições no Brasil desde 2008 e não poderia ser diferente neste ano.

Para alguns a Campus Party é uma tentativa (bem sucedida) de trazer o ambiente on-line para o mundo real, para outros uma excelente oportunidade de fazer networking e ambiente propício para vários tipos de start-up. Para mim, além disso, sempre foi uma grande festa. (FESTA DURO)

Tradicionalmente, desde 2009, eu e o Alexandre Lourenção levamos o Orelhão VoIP Grátis. O aparelho, conectado a internet do campus, faz ligações grátis para qualquer telefone do mundo inclusive celulares. Definitivamente, um grande sucesso.

Sem tempo para planejar as ações para intervenção, como fora feito nos anos anteriores, em 2011 o @Orelhao ficou um pouco abandonado, mas isso não impediu que ele roubasse a cena.

MÃE TO NA GLOBO
Como a cabine fica na @Produlz e desmontá-lo não é fácil, no segundo dia, decidimos levá-la montada, pois o Centro de Exposição Imigrantes, fica apenas a 2km daqui. Devidamente amarrada no teto, eu seguia conduzindo o veículo enquanto Alexandre, corria risco de vida, como relatou a reportagem do G1 no dia seguinte.

A reportagem ganhou destaque em todos os telejornais da Rede Globo (Bom Dia Brasil, SPTV e Jornal Hoje), inclusive o Jornal Nacional, como relataram algumas pessoas. Infelizmente não consegui encontrar a versão do Jornal Nacional, mas achei a do SPTV, onde conseguiram desvendar o Mistério do Orelhão:

Orelhão na #cpbr4. Foto por @GuiSkatenator

Nos anos anteriores, o movimento teve como foco o protesto contra as tarifas telefonicas abusivas e o provou que ligar pela Internet é muito mais barato. Mas em 2011, sem um aparelho VoIP bacana como o de 2010, o orelhão ficou lá, com os fios expostos e com um aparelho telefônico normal conectado ao velho roteador Sipura 2100 usado na primeira edição.

Sem patrocínio, eu, Alexandre e Marcelo, bancamos os créditos para as chamadas dos Campuseiros, aproximadamente R$ 250 no total. Acredite, valeu cada centavo.

Com o blog do movimento praticamente inativo, passando por uma revisão de valores, o máximo que eu poderia fazer para era buscar respostas para questões antigas que permaneciam sem resposta.

O PENETRA
No quarto dia de campus, recebi uma informação de uma fonte que não pode ser revelada, que a Telefonica estaria promovendo um Bate Papo com Blogueiros as 17h. Chegando lá, obviamente meu nome não estava na lista, mas isso não foi problema. Infelizmente esqueci a câmera para produzir um vídeo estilo Michael Moore.

O bate papo, que não foi bem um bate papo, foi conduzido por um executivo da Telefonica e um da Vivo, além da presença dos ilustres @Castrezana, @BiaGranja e @PergunteaoUrso. Considero que esta foi a melhor oportunidade que um consumidor poderia ter tido de cutucar a onça com vara curta e eu, é claro, o fiz.

Como era de se esperar minhas perguntas foram cortadas do vídeo oficial, mas a iluminada Lígia Dutra (@upalupa), gravou o momento histórico com todas as respostas evasivas sobre os temas como: Assinatura Básica, Vivo 3g Ilimitado e @ViniciusKmax.

VIREI TERMÔMETRO
No vídeo oficial, publicado no canal da Telefonica, eu apareço em 01:51 e certamente sou o responsável pelo “Botão de Atenção” sobre temas polêmicos, mencionados pelo Fábio Bruggion.

PROBLEMAS NO EVENTO
O principal aspecto negativo da Campus Party é a desorganização e a disposição das instalações. Considero-me privilegiado por não precisar acampar, pois depoimentos sobre a experiência não são animadores.

As filas pra entrar, sair, beber água e para ir ao banheiro se devem ao fato do local não comportar tantas pessoas, mais de 8000. Outro problema foi a empresa de segurança chamada Atual, com trogloditas mal-educados principalmente no turno da madrugada que me expulsaram de um Puff o qual eu dormia aos xingamentos e empurrões.

Não pude deixar de alfinetar no depoimento concedido a jornalista Marina Lang, publicado na Folha: Falhas de internet e energia elétrica marcam maior evento de tecnologia do país.

Nem Freud explica!

O artigo cita o protesto feito pelos campuseiros durante a falta de energia. Adivinha onde eu estava? Eu estava lá no lugar certo, na hora certa, como descobriu o amigo @FreudOliveira, navegando no álbum do apagão da Campus Party publicado no Uol.

Logo depois do alvoroço, decidi ir para fora tomar um ar, quando encontrei uma grande fila e todos proibidos de sair, alegando que era para nossa própria segurança. Imediatamente, liguei para polícia que enviou um batalhão de 10 viaturas, inclusive algumas da força tática (foto), para averiguar a ocorrência. Sabiamente me liberaram antes que eles chegassem, depois de muita gritaria e discussão

E O FIM DA CAMPUS PARTY
Para fechar com chave de ouro, na noite de sexta-feira, a alta social media, se reuniu no Encontro de Blogueiros de São Paulo, que rola numa livraria próxima ao metrô Ana Rosa, toda sexta.

Papo vai, papo vem, até que a @SanSeverini, contou-me seus planos para disseminar um boato de que os computadores de menores de 21 anos de idade seriam aprendidos para uma verificação anti-pornografia, pois a idade de maioridade havia sido alterada.

Última FESTA DURO

Foi quando tive a brilhante ideia de dizer que esta seria a a última edição da Campus Party.

Sem pestanejar, @ViniciusKmax subiu ao palanque e ergueu a voz: “Todos tuitando agora que esta foi a última Campus Party.”

O boato de espalhou rapidamente com RTs do @Bobagento, @NaoSalvo e de toda peble tuiteira a qual faço parte. Foi uma trollada épica, com direito até de puxão de orelha do @Interney.

Resultado? A Futura Networks teve que se explicar ao IDG Now e o meme ganhou até uma hash tag: #RIPcpbr

CONCLUSÃO
R$ 120,00 – Ingresso para Campus Party
R$ 200,00 – HD de 1TB
R$ 100,00 – Estacionamento
Trollar a Telefonica (e a Futura Networks de leve) – Não tem preço

Até a próxima aventura!
@nandopax

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