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Chegada na Europa

No aeroporto em Lisboa

No aeroporto em Lisboa

Foram praticamente dois meses de preparação da viagem desde a aprovação do projeto pela Universidade de Vigo.

Ainda no aeroporto de Cumbica já gastei 10 Euros com um Alfajor Havana, e uma Garrafinha de Red Label que me ajudou aliviar um pouco a tensão.

Os vôos saíram e chegaram no horário.

Fiquei a noite toda tentando me ajeitar no meu terrível acento na classe econômica da TAP, e lá pelas tantas da madrugada a senhora que estava no banco de traz começou a dar “dedadas” fortes no monitor LCD touchscreen que estava atrás do meu acento. Isso me irritou um pouco e acabei tendo que falar com ela para parar de dar as dedadas, que bastava um leve toque para que ela executasse as funções. Ela chiou mais parou!

A comida até que não foi tão ruim, Fuzile no jantar acompanhado por uma torta de limão, pãezinhos duros com potinhos de manteiga, e requeijão… Incrivelmente quase todos os produtos brasileiros. Ah não podemos esquecer que tudo foi regado a Martini.

Não consegui dormir quase nada, fiquei olhando ansiosamente os dados do vôo e o tempo não passava. Ainda assisti “Seven” e o final de “Marley and Me” para chorar mais uma vez. Quando quase consegui dormir, acenderam-se as luzes e para servir o café, e acabou.

O pouso foi suave e o piloto foi até aplaudido. Já no ônibus que nos levou até o portão de embarque para porto aconteceu algo engraçado.

Já enturmado com os colegas portugueses discutíamos de política, crise e tudo mais, quando um Sr. Português chama pessoas que iam para Amsterdam, deixando a entender que apenas desceriam pessoas que iam pra esse destino. Depois esse Sr. volta e fala: “Quem vai para Paris”… vendo a situação já cantei a bola, que provavelmente todos desceriam ali… o Sr. Volta e fala agora quem vai para o Porto. Foi uma gargalhada geral!

Na fila para verificação das malas sabia que ia acontecer alguma coisa. Encasquetaram por causa das canetas da Produlz que eu levei, o que me custou uma caneta para o cara da alfândega.

Já na imigração foi tranqüilo. Apenas duas perguntas , para onde vou e quanto tinha e estava dentro. Mas confesso que a dica da Miriam para levar o GlobalPass do Eurail ajudou também. Mas o resto da penca de documentação que havia juntado não foi solicitada.

Já no avião a discussão sobre política e diferenças entre o Brasil e Portugal pegou fogo com o Sr. Teixeira, português que mora em foz de Iguaçu no Paraná. Os acentos eram um pouco melhores, mas não teve serviço de bordo no vôo de apenas 40 minutos.

Já no Porto, peguei a bagagem e segui para fila da alfândega torcendo para que PE paracem para que minha documentação toda não fosse em vão. Pois foi dito e feito. A autoridade olhou para minha cara e perguntou?:

- O que você tem na Mala? (indagou o agente)

- Roupas, meu computador, e outros objetos pessoais.

- Para onde vais?

(eu com sotaque português disse a verdade) – Estou a ir para Vigo, para acompanhar a gravação do Software de Síntese de Voz da Universidad de Vigo por um mês, depois vou fazer um tour pela Europa (torcendo para ele pedir a documentação)

- Tens os documentos de comprovação?

(respondi seguro) – Claro.

Quando retirei da bolsa o calhamaço de envelopes, ele nem quis ver e me liberou.

No aperto do ônibus escrevendo este post.

No aperto do ônibus escrevendo este post.

Já em território europeu sem riscos de ser deportado, parti em busca do “Autocarro” que ia para meu destino final VIGO. Rapidamente fui direcionado para o local correto e fui fumar um cigarro, quando me deparei com a imagem de um cachorro velho vinha em minha direção – mereceu uma foto.

Já de volta ao local onde sairia o ônibus, havia vários passageiros aguardando reclamando do atraso de mais de 4 horas. Para mim o atraso foi apenas de 20 minutos do horário que constava na minha reserva.

Logo fiquei amigo do motorista e o paguei um café, e acabei conseguindo sair na primeira van onde escrevi este post apertado quase sem conseguir ler o que estava escrevendo.

Até o próximo post.

Nando Pax

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